NASA anuncia que descobriu água congelada na superfície lunar

news

A NASA prometeu algumas notícias importantes sobre a Lua para esta segunda-feira (26), e temos o prazer de informar que a agência espacial correspondeu às expectativas. A descoberta tem relação com a presença de água congelada na superfície lunar. Uma nova pesquisa, além de fornecer a melhor evidência até o momento de gelo de água na Lua, sugere que este valioso recurso está espalhado pela superfície lunar, inclusive em áreas expostas à luz solar direta e em pequenos bolsões que ficam permanentemente na sombra.

Dois artigos publicados nesta segunda-feira (26) na Nature Astronomy estão redefinindo o que sabemos sobre a Lua e sua capacidade de armazenar um recurso natural precioso: a água. Os cientistas há muito suspeitam da existência de água congelada na Lua, principalmente nos pólos, mas a nova pesquisa fornece a evidência mais definitiva até agora, devido à detecção de moléculas reais de água na superfície lunar. A nova pesquisa também identifica uma série de bolsões sombrios, conhecidos como “armadilhas frias”, em que grande parte dessa água congelada pode estar escondida.

A existência de gelo de água na Lua é significativo de uma perspectiva puramente científica, mas também é importante em termos de como influenciará as próximas missões à superfície lunar. Um objetivo importante para as próximas missões Artemis da NASA será coletar e recuperar o gelo de água nas regiões polares do sul, o que agora parece mais possível do que nunca, Além do mais, a aparente abundância de água na Lua significa que ela pode ser obtida localmente, o que é uma excelente notícia para futuros exploradores ou colonos.

Anteriormente, a detecção de manchas brilhantes no polo sul lunar sugeria essa possibilidade. Dados de um radar da NASA conectado à espaçonave Chandrayaan-1, da Índia, sugeriram o mesmo, revelando dezenas de pequenas crateras que pareciam estar cheias de gelo de água. E em 2016, traços residuais de gelo de água foram considerados evidências do eixo de inclinação da Lua.

No entanto, apesar dessas e outras descobertas tentadoras, a prova real das moléculas de água na Lua foi limitada a assinaturas espectrais localizadas em 3 mícrons. Isso é um problema, porque neste comprimento de onda, os cientistas não conseguem distinguir entre água e minerais ligados a hidroxila (o hidróxido contém oxigênio ligado ao hidrogênio).

Para superar essa limitação, os cientistas fizeram novas medições da superfície lunar do Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha (SOFIA, na sigla em inglês) — um Boeing 747 jumbo modificado, voando alto, Com o SOFIA, os pesquisadores detectaram uma assinatura espectral de água de 6 mícrons, que não é compartilhada com outros grupos hidroxila. Esta assinatura de água foi observada nas altas latitudes ao sul, em quantidades que variam entre 100 e 400 partes por milhão.

Incrivelmente, grande parte dessa água foi detectada em áreas expostas à luz solar direta. De acordo com o novo artigo da Nature Astronomy, cujo coautor é o cientista planetário Casey Honniball, da Universidade do Havaí em Manoa, essa água pode ser acondicionada em pedaços finos de vidros espalhados pela superfície lunar, ou imprensada entre grãos de poeira que protegem a água dos raios do Sol.

Em um e-mail, Matthew Siegler, um cientista pesquisador do Planetary Science Institute em Dallas, no Texas, disse que é a primeira detecção “completa” de moléculas de água na superfície lunar, ao contrário da característica de 3 mícrons observada anteriormente que poderia ser confundida com compostos de hidróxido.

“O hidróxido pode se formar a partir de prótons do vento solar que colidem com qualquer oxigênio que esteja na lua, como os contidos nas rochas”, escreveu Siegler, que não estava envolvido na nova pesquisa. “É um pouco mais difícil para água se formar dessa maneira”, disse. Então, provavelmente surgiu por meio de processos diferentes, como antigos vulcões lunares ou por meio de objetos impactantes como asteroides e cometas.

Olhando para o futuro, Siegler gostaria de ver mais dados do SOPHIA, ou dados de qualquer instrumento capaz de escanear a 6 mícrons, para mapear a extensão total de água na superfície lunar.

(post em desenvolvimento)

関連記事

関連コンテンツ

最新ニュース20件