YouTube suspende canal de Trump e bloqueia comentários por "potencial risco de violência"

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À beira de um processo de impeachment, o presidente Donald Trump, sofre mais um banimento na internet. Desta vez pelo YouTube, que suspendeu, por pelo menos sete dias, o canal do republicano na plataforma. Além disso, o serviço deletou o vídeo mais recente publicado por Trump devido ao risco de incentivar novos atos de violência, como o que aconteceu há exatamente uma semana no Capitólio, o Congresso dos EUA, em Washington.

O vídeo em questão era um clipe da C-SPAN mostrando o presidente conversando com repórteres enquanto deixava a Casa Branca a caminho do Texas. Nos comentários, muita gente escreveu que o vídeo era mais uma mensagem para inflar a violência nos apoiadores do presidente, ao mesmo tempo em que os apoiadores publicaram frases como “nossa jornada está apenas começando”.

“Após análise, e diante das preocupações sob o potencial [risco] contínuo de violência, removemos o vídeo mais recente enviado ao canal de Donald J. Trump por violar nossas políticas”, declarou o YouTube em seu perfil oficial de notícias à imprensa no Twitter. A plataforma também confirmou que desativou a exibição e postagem de comentários em todos os vídeos do canal do presidente.

1/ After review, and in light of concerns about the ongoing potential for violence, we removed new content uploaded to Donald J. Trump’s channel for violating our policies. It now has its 1st strike & is temporarily prevented from uploading new content for a *minimum* of 7 days.

— YouTubeInsider (@YouTubeInsider) January 13, 2021

A suspensão de Trump no YouTube segue outras grandes plataformas de rede social, que há uma semana estão banindo o presidente após seus tuítes serem usados como incentivo de invasão no Capitólio – a ação deixou cinco pessoas mortas, incluindo um policial e apoiadores de Trump. Na lista de empresas de tecnologia que aderiram ao bloqueio estão Twitter – por enquanto a única que suspendeu definitivamente a conta do bilionário republicano -, Facebook, Instagram e Snapchat.

O presidente Trump se recusou a assumir a responsabilidade pela invasão na semana passada. Nesta terça-feira (12), em sua primeira aparição pública após o atentado, Trump disse que um movimento pró-impeachment está surgindo contra seu governo, que se encerrará daqui uma semana, quando o democrata Joe Biden assumirá como novo presidente dos Estados Unidos.

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