A Disney também vai lançar filmes no streaming e no cinema ao mesmo tempo

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Ora, ora, ora. Veja quem mais está entrando no movimento de lançamentos “híbridos”. De acordo com informações veiculadas em vários meios de comunicação, o selo independente Searchlight Pictures, de propriedade da Disney, anunciou que lançará seu próximo filme, intitulado Nomadland, no streaming Hulu. A data será simultânea à sua estreia nos cinemas em 19 de fevereiro, algumas semanas após o filme estrear pela primeira vez no IMAX em 29 de janeiro.

Isso mostra que outro estúdio também está adotando a abordagem controversa da HBO Max de seguir a linha entre lançar os filmes nos cinemas em um momento em que ninguém pode assisti-los por conta da pandemia e a opção de lançá-los em um serviço de streaming para ajudar a atrair assinantes.

Nomadland, dirigido por Chloé Zhao e estrelado por Frances McDormand, foi aclamado pela crítica e conseguiu diversos prêmios importantes durante o circuito de festivais. É centrado em uma personagem chamada Fern que, após uma crise econômica em uma região rural de Nevada, explora sua vida como uma nômade no oeste americano.

Embora a Disney tenha insistido que sua plataforma Disney+ não é apenas um serviço para crianças, o Hulu continua sendo o lar lógico para lançamentos independentes e dramas adultos. E não é nenhuma surpresa que a Disney tenha decidido lançar um filme previamente programado para um lançamento nos cinemas em um de seus serviços – como foi o caso de Mulan, por exemplo. Contudo, usar um modelo de lançamento híbrido para um queridinho da crítica, parece uma mudança estranha de um estúdio experiente como a Disney, especialmente porque as consequências da decisão da HBO Max de utilizar este modelo de lançamentos para todos os seus filmes de 2021, veio de forma rápida.

O problema com esse tipo específico de lançamento intermediário é que não é um negócio especialmente grande para os cinemas, que contam com – no caso, dependiam disso há muito tempo atrás – uma janela de exibição cinematográfica para seus lançamentos, de modo a levar os clientes pagantes aos assentos de seus auditórios. Não é um bom resultado para os cineastas, que provavelmente pretendiam que seus filmes fossem exibidos nos cinemas. E podemos combinar que também não é uma perspectiva fantástica para manter um ótimo relacionamento com as estrelas que os estúdios precisam para fazer os filmes acontecerem.

No entanto, é ótimo para consumidores que preferem não pagar nada pelo acesso imediato a um filme por meio de um serviço que já assinaram. Também não é um mau negócio para as pessoas que preferem se inscrever em um novo serviço para assistir a um filme em casa do que estar em um espaço público, como o cinema, levando em conta nossa situação atual. Além disso, quem quer pagar ingressos individuais quando toda a família pode ter acesso ao filme no conforto da sua própria sala?

Apesar disso, parece que os estúdios estão estabelecendo um novo normal em um momento em que os cinemas não estão em uma boa posição para fazer demandas. E se quisermos voltar aos cinemas em um mundo pós-pandêmico, eles precisarão manter as luzes acesas até lá.

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