Trump perdoa ex-engenheiro do Google que roubou segredos industriais

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O presidente Donald Trump concedeu perdão total para o Anthony Levandowski, ex-engenheiro do Google, nesta quarta-feira (20). Ele foi uma das 143 pessoas que receberam indultos e comutações durante as últimas 12 horas de Trump no cargo presidencial.

Conhecido por ter ajudado a fundar a Waymo, empresa de desenvolvimento de tecnologia para carros autônomos do grupo Alphabet, o mesmo que controla o Google, Levandowski foi condenado em agosto de 2020 por roubar segredos comerciais da empresa para abrir sua startup de caminhões autônomos Otto. Em 2016, a companhia já havia sido vendida para a Uber, mas as coisas ficaram complicadas quando o roubo das informações veio à tona.

Após investigações que confirmaram o uso do material com 14 mil documentos confidenciais, Levandowski recebeu 33 acusações de roubo de propriedade intelectual, mas só assumiu a culpa por uma delas, sendo condenado a 18 meses de reclusão. No entanto, ele não chegou a ser preso, já que por conta de toda a situação da pandemia, sua sentença foi adiada.

O perdão para Levandowski veio com o endosso de Peter Thiel e Palmer Luckey, dois figurões do Vale do Silício e fortes apoiadores do ex-presidente Trump.

Este foi o anúncio feito pela Casa Branca:

O presidente Trump concedeu perdão total a Anthony Levandowski. Este perdão é fortemente apoiado por James Ramsey, Peter Thiel, Miles Ehrlich, Amy Craig, Michael Ovitz, Palmer Luckey, Ryan Petersen, Ken Goldberg, Mike Jensen, Nate Schimmel, Trae Stephens, Blake Masters e James Proud, entre outros. O Sr. Levandowski é um empresário americano que liderou os esforços do Google para criar tecnologia de direção autônoma. O Sr. Levandowski se declarou culpado de uma única acusação criminal decorrente de um litígio civil. Notavelmente, seu juiz de condenação o chamou de “engenheiro brilhante e inovador de que nosso país precisa”. O Sr. Levandowski pagou um preço significativo por suas ações e planos de devotar seus talentos para promover o bem público.

O presidente Trump já havia dado o ato de clemência a uma série de outras pessoas durante a noite, muitas delas com ligações diretas ao seu mandato, como no caso de Steve Bannon, seu ex-gerente de campanha, que foi perdoado por seu papel em um suposto desvio de dinheiro da campanha de crowdfunding para construção do muro privado ao longo da fronteira EUA-México. Bannon estava em liberdade sob pagamento de fiança de US$ 5 milhões e ainda nem havia ido a julgamento.

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